HAL WILDSON

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Barra das Garças, MT, 1991. – Vive e trabalha em São Paulo, SP.
Representado pelas Galeria Lume and Galeria Movimento
Indicado ao PIPA 2024.

Artista multimídia e poeta, nascido no vale do Araguaia (Barra do Garças/MT – Aragarças/GO), região de fronteira entre Goiás e Mato Grosso, conhecida rota e portal da Amazônia Legal, lugar determinante para entender a essência e as motivações de seu trabalho. Sua pesquisa emerge de sua vivência no sertão do centro-oeste, marcado pela configuração de sua família mestiça e marginalizada.

O artista investiga projetos de esquecimento, memória e identidade que sustentam a história oficial, na medida em que busca respostas sobre a própria origem. Nascido em uma estrutura familiar moldada pela violência e o abandono, a história e o trabalho do artista se misturam denunciando temas de um brasil “esquecido”, fruto do agronegócio e do garimpo às margens do Rio Araguaia.

Desdobrando-se sobre o conceito de “memória-esquecimento” e a “escrita-reescrita” da história, o artista se apropria de objetos simbólicos oficiais e de processos/objetos de documentação que foram utilizados nas últimas décadas (como a datilografia, datilograma, carteiras de identidades, carimbos). Materialidades e processos técnicos utilizados para documentar o oficial e portanto capazes de forjar a mitologia de um país e marcar a individualidade.

Em sua pesquisa multidisciplinar, transitando entre a pintura datilográfica, a infogravura, instalação, videoarte e a criação de objetos, Hal Wildson se utiliza dos recursos de documentação do oficial para questionar os projetos de “memória-esquecimento” aplicados como políticas de controle social. Seu trabalho ousa confrontar e disputar o poder do simbólico como alternativa de criar realidades mais justas, escrevendo um futuro ao reescrever o passado.



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Para saber mais sobre HAL WILDSON, acesse seu perfil completo no site do Prêmio PIPA.